poema-Conceição Maciel “A Magnífica”

INESPERADO AMOR – Con Maciel

Era uma tarde bonita de verão
Eu andava despreocupada
Sem compromisso
Sem vício
Sem direção.

Uma brisa suave soprava em mim
Uma menina solitária
Carente
Envolvente
Caminhava sem sorrir.

Sentei-me à sombra da mangueira
Estava pensativa
Incompreendida
Perdida
Pensando na vida.

E então, um sorriso branco surgiu
Entre os galhos da mangueira
Apaixonante
Cantante
Me envolvendo por inteira.

E se transformou no sonho bom
Dos meus longos dias
Desamparados
Sonhados
Esperando o meu amado.

Era estranho encontrar um grande amor
Entre galhos
Entre folhas
Entre flores
Curando- me da dor.

Ele desceu por entre os galhos
e seu sorriso brilhava
Na beleza do
Seu rosto
Com gosto
Apagando o meu desgosto.

Minha vida se transformou em alegria
Em poesia
Em harmonia
Se foi a nostalgia
Que habitava os meus dias.

Capanema-Pa

reflexão

” O hábito da leitura nos faz viajar pelo fascinante mundo das palavras. A leitura nos dá uma sensação prazerosa de liberdade”

Alan Rubens

poema-participação na antologia “Amazonia,desde las Raíces”

💚 O Choro 💚

Chora o planeta
O choro ardido
Em chamas
Do fogo
Que destrói
A Amazônia.

Chora um povo
Que assiste
Em estado de choque
Tamanha destruição
E a falta de uma ação
Que saia das gavetas,
Dos gabinetes
Dando mostras
De incompetência
E falta de compromisso.

Choram os animais
E os rios
Que derramam-se
Em lágrimas
Com a morte lenta
Que aproxima-se
Sentindo-se desprotegidos
Sem poder respirar
E o grito de socorro
De uma Amazônia
Que agoniza na garganta
Numa súplica
Silenciosa…

Alan Rubens

poema-poetisa Nilde Serejo

Papel em Branco

No papel em branco
Jogou tintas a solavanco
Foi batendo a palma da mão
Criando formas sem exatidão

No papel em branco
Fez as cores se unirem
Viajando na imaginação
Descobrindo nova expressão

No papel em branco
Ela despejou todo ressentimento
Destruindo a imagem que pintaria
Fez uma arte de momento

No papel em branco
Pintou cada espaço vago
Para esconder seus sentimentos
Deixou o papel ir embora com o vento.

Nilde Serejo