poema-Poetisa Conceição Maciel “A Magnífica”

E QUANDO A NOITE CHEGAR
Conceição Maciel
Capanema-Pa 🌹

Quero aconchegar-te em meu colo
Colorir os teus olhos
De afeto e carinho
Ver voar da tua boca
pétalas delicadas e coloridas
Feito asas de passarinhos
Voando em direção ao infinito
Transformando meu colo em suave ninho.

Quero ser o teu aconchego
Te ninar em meu colo
No afã dos meus desejos
Tocar teu rosto singelo
Olhar nos teus olhos e ver
A beleza do nosso amor
Conquistando o mundo inteiro
Usufruir do teu calor
E sentir o teu envolvente cheiro.

Quero ser o teu ombro amigo
Enxugar as lágrimas que por ventura
Passeiam pelo teu rosto
Ser a inspiração dos versos
Da tua canção preferida
Selar na tua boca um beijo
Fechar teus olhos marejados Com meus arroubos apaixonados
Quero que sinta-se verdadeiramente amado.

E quando a noite chegar
E a última flor do jardim
Da nossa primavera, adormecer
E a lua despedir-se em nuances
De puro e pleno prazer
Quando as folhas, o orvalho molhar
O pássaro enfim descansar
E a coruja parar de piar,
Quero dizer-te baixinho
Insinuando imenso carinho:
– Fica comigo, meu doce menino.

“Poesia escrita singelamente em uma tarde de outubro de 2019 antes do breve sono dominar minha mente. Deixei a inspiração se apossar e fluir a poesia naquele momento tão meu. (A autora).

reflexão

” Prefira sempre as pessoas que te tragam paz, mesmo que seja na cumplicidade de um sorriso”

Alan Rubens

reflexão

Pensando bem devemos valorizar todos os nossos momentos , mesmo aqueles que não aconteçam como gostaríamos, pois em tudo aprendemos lições que servem para o nosso crescimento.
Devemos tomar banhos diários de humildade, para que possamos observar melhor à nossa volta e, não se deixar levar pela pequenez de atitudes que nos tornam irracionais.
Agradecer à Deus, é necessário e deve ser um sacerdócio diário, e entender que somente ele pode nos direcionar para que tomemos as decisões acertadas.

Alan Rubens

poema-Singela homenagem à Mário Quintana

💟 Quintaneando 💟

Lendo
Teus versos
Fui Quintaneando
Sentado
No meu quintal
Que tem a beleza
E simplicidade
Da vida que teve…

Era tão Mário
O que lia
Que às vezes
Até sorria
Maravilhado
Com tanta poesia
E tanta harmonia…

Tu foste
Tão profundo
Com teus textos
Que é impossível
Ler e não se encantar
Com tamanha grandeza
Nas entrelinhas
Das tuas palavras…

Dá para conjugar
O verbo Quintanear
E nos teus versos
Envolver-se
Com a maestria
Das tuas palavras
Que com fineza
E sutil delicadeza
Tu eternizaste…

Alan Rubens

poema-Poetisa Nilde Serejo ” A Pacienciosa”

Bate Lata

Mais uma vez
Cala a voz
O que há com você?
Grita, peça ajuda
Abandono!
Triste não saber quem és
Perambula nas ruas
A fome devora
Não sabe seu nome
Nem onde mora.
Mora?
Sem teto parceiro
A calçada é canteiro
As pessoas tem medo
É vítima do preconceito
Bate lata aí
Alguém há de ouvir
Sociedade emudece
Corrupção acontece
E tudo que quer
É sobreviver.
A vida ensina
Aprendeu a da esquina
Curva perigosa, fatal
Sem mãe, pai, família
Entregue às drogas, apavora
Ou frio e fome, o levam embora
Mais uma triste sina
Vida enquadrada
Ou perdida na esquina.
E a culpa é de quem?
Agora, pouco importa
O grito é de socorro
Não tapem os ouvidos
Não fechem os olhos
Faça ser visto
Bate lata aí
Mais uma vítima,
Fim.

Nilde Serejo