Crônica – Poetisa katia Chiappini “A Esplendorosa”

VOLUNTARIADO

Encontrei uma amiga ,de idade madura, que se encontrava triste com o rompimento de um relacionamento de uns 10 anos.
Só falei o seguinte:

  • Preencha seu tempo de modo que se sinta útil ao seu semelhante.
    Tempos depois, encontrei-a, bem satisfeita, com o olhar sorridente.
    Perguntei logo:
    -Como vai a vida?
    Ela então me relatou que havia se dedicado ao voluntariado. Estava realizada com o fato de trabalhar numa instituição de idosos carentes.
    Um dia ela cozinhava, no outro contava histórias, noutro ainda passeava com os idosos e os levava a tomar sol no pátio da instituição.
    O trabalho era variado e ela se comprometia de várias maneiras. .Aprendeu a fazer pequenos curativos, dar injeção, tirar a pressão , avaliar a contagem de glicose e demais afazeres que se faziam necessários.
    Dedicava três tardes para prestar esses serviços aos velhinhos que já a recebiam com um abraço amigo e um sorriso nos lábios enrugados.
    Fez questão de me relatar sua experiência, as novas amizades que fizera, o bom resultado que estava obtendo para sua vida pessoal.
    Descobriu que havia uma parte de velhinhos sadios que ali foram deixados por se tornarem irritadiços e teimosos, gerando pequenos contratempos em casa.
    Outros que pediram para ficar numa instituição por serem desatendidos no lar, deixados de lado e esquecidos em suas necessidades.
    Outros deles estavam sem falar, quase nada, em casa, com os familiares, para evitar discussões.
    Preferiam estar na instituição e só nas festas de final de ano,serem levados para confraternizar, caso algum filho ou filha lembrassem de tomar essa providência.
    Minha amiga ouvia as queixas, as lamentações, a falta de atenção dos internos, quando em seu lar.
    Tratava de deixar-lhes falar para desabafar tantas injustiças sofridas.
    Ela se tornou uma segunda mãe e conselheira para muitos desses velhinhos.
    Falava de Deus como protetor maior, levava os que quisessem para assistir à missa dominical e fazer suas orações.
    Esse trabalho fez minha amiga reviver ,encontrar um sentido em sua vida. Morava sozinha mas seu coração estava sempre preenchido pela lembrança da amizade e consideração que recebia, ao se dedicar ao trabalho voluntário.
    Não se importava de gastar gasolina para se locomover. Percorria alguns quilômetros par chegar ao local com satisfação.
    Nunca mais se sentiu só, nunca mais reclamou da vida.
    Ao contrário,agradecia o fato de estar se dedicando ao semelhante e recebendo sorrisos e abraços gratuitos que não têm preço.
    Parou de tomar calmantes para conseguir pegar no sono.
    E teve certeza de que estava no caminho certo, pois o amor universal, o que não discrimina, é o verdadeiro.
    Quem descobriu uma maneira de se dedicar ao próximo, descobriu-se uma pessoa melhor: a melhor que poderia ser.

KATIA CHIAPPINI

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