Poema – Poeta Cristóvão José

Um dia não mais havera Mahindra

Escureceu-se o tempo e nos foi tirado o sol.
Restou-nos raios, mas as nossas casas não tem janelas para eles.
Saudade da estrada bate mais forte que a vontade de um mendigo encontrar um lugar para a noite passar.

Veio pássaros e me penso sé-los.
Queria também voar, pois andando o Mahindra vem e me recolhe.
Queria que fosse ilusão ou brincadeira boba.
Apenas queria ouvir que o vírus não existe e não não arruina.

Saudade cresce quando na solidão da casa as quatro paredes enamoram na solidão.
Queria lá fora estar, saber se o sol ainda brinca.
Reencontrar o ar, ter certeza da paz que há no mar.

Sonho que um dia haja dia melhor que este.
Que possamos ultrapassar e superar,
São mágoas sem sufocos,
Dor maior que um namoro abandonado.

Cristóvão José
3-06-2020.

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