Poema – Poeta Ozias Cambanje

SUBORNAR A CASA

O vírus arruaceiro atiçou fogo pela rua
A rua está incessantemente acesa e intolerável
Arruaçando o egoísmo do homem ao abismo
É o momento em que a casa se casa a cada casa…

É o real instante de uma mão lavar a outra,
Convencer a mente para que também lave a outra,
Subornar a casa para que não se mova a rua
E a cerveja que pare de embriagar o Mahindra.

Ainda o tempo deve enamorar o tempo
Para dar mais um tempo ao tempo
O homem já não se respeita e nem a morte,
Ele acredita que morre a cada instante…

Ozias Cambanje
16/05/2020

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