Poema – Poetisa Patricia Campos

Pobre

Totalmente desvalido
Dentre os sábios, indigente
Um peito cálido
Um olhar divergente

Deixa dúvidas
Devido o que toma para si como valor
Apenas riqueza indevida
Onde não sente calor

És morno
Dantes fosse frio
Quiçá pudesse ser feito de ti um estorno
E desaparecesse como um calafrio

Que vem e que vai
De ti nada mantém
E uma hora eu sei que esvai

Tão, tão pobre
Que tudo o que tens é ouro
A postura é de um nobre
Mas o olhar é de um calouro

O conhecimento que adquiriu
Como esmoleiro buscou
Para auto promover-se, inqueriu
Em meio a luz difusa ofuscou

Um mendigo oculto
Contador de notas
Não põe-se faculto
Mas no lugar dos déspotas

Vive de migalhas
Na tentativa de prencher-se
De soslaio pensa que ao redor só gentalhas
Prefere então abster-se

Diferencia-se pelo o que tem
Não sabe que é ninguém
As diferenças inexistem
Como pode pensar ser alguém?

Se não faz-se igual
Melhor jamais será
Injustiça é o desigual
Que nunca sobressairá

Um miserável de espírito
Carente e necessitado
Fez-se a si mesmo restrito
Desabastecido coitado

Patricia Campos 🌺

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