Poema – Poetisa Carmen Haddad

A solidão da alma

Foram nas longas jornadas da vida que eu aprendi a crescer.
Na minha imaturidade, onde as ilusões eram varinhas mágicas da juventude em flor e, eu entregava minha alma para viver um grande amor.
Cintilantes estrelas no céu a fitar, nos teus braços minha vida era leve.
Deixamos nossos rastos pelo caminho, onde flores nasceram dos nossos encontros de amor.
Nem vi o tempo passar na janela que abri.
Eram as árvores frondosas que um dia foram sementes , hoje dão flores e frutos.
Benditas horas de resiliência , quando os ventos traziam a tempestade, mas eu conseguia vencê-la.
Já não caminho mais nos teus passos e abraços.
O tempo fugiu, você partiu.
Ficou a saudade no banco vazio, onde de ti recebi tantas flores.
As pétalas secas, guardadas, marcam nossa existência.
Deixei meu vestido de menina a transformar’-me em mulher, naquela noite de grande paixão.
Vivi todas as dores de tua partida, na certeza de que foi minha alma gêmea.
Alma de minha alma.
Voou lá no universo.
Me deixou para morar com as estrelas.
Volto pra minha cama vazia, mas cheia de ti.
Ficou o teu perfume, na minha saudade,
a me confortar quando as lágrimas vertem na minha alma tão só!

Carmen Haddad

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