Poema – Poetisa Patricia Campos

Desabrigando as trevas

Porque querem igualar-se da pior forma?
Não aceitam quem caminha mais
No final não soma
Ó meros animais

Vivenciam o pouco
Engrandecem-se com nada
E eu com meu timbre rouco
Minha voz embargada

Até tentam cessar meus gritos
Jamais irão calar-me
Vejo-os tão aflitos
E eu continuo a amar-me

Vasculhando o meu inverso
Desabringando as trevas
Iluminando meu verso
Desbravando minhas relvas

É difícil falar da verdade
À quem ama ouvir a mentira
Mais difícil é doar liberdade
À quem de si mesmo a tira

E no despenhadeiro das incógnitas
Não chega a nenhuma conclusão
E segue com suas dúvidas congênitas
Onde não há difusão

Nada dilui-se
E a tolice mantém-se intacta
Cada vez mais iludi-se
E a sabedoria não o impacta

Tanta grandeza envolvida
E a pequinês que é engrandecida
Olha a desenvoltura da vida
O quanto deixa a alma sábia aquecida

Elevando-a ao topo da simplicidade
E a faz compreender de fato o que é amor
Com o olhar de humildade
Na intenção de um puro clamor

Enriqueça-se ó alma
Com suas riquezas ocultas
Até encontrar-se com a calma
E em suas primícias envoltas

Patricia Campos 🌺

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