Poema – Poetisa Heloisapoetisa

Tanto amor

Quando chegou sua hora Ele chorou, Ele chorou sim.
As chicotadas arderam queimando seus lombos.
Mas Ele continuou amando…
Os espinhos lhe feriram o crânio.
Mas ele agüentou firme ate o fim.
A cruz pesou, mas Ele seguiu em frente.
Os cravos rasgaram suas mãos,
Perfuraram seus pés.
E doeu, doeu muito.
Ele gritou, Ele chorou!
Ele chorou da dor que sentia na carne,
Que sentia no espírito,
Do desprezo de Seu povo,
Do abandono dos discípulos,
Ele era tão jovem para a missão lhe conferida pelo Pai.
Teve sede, mas não foi saciado.
Seu frágil corpo foi traspassado por uma lança.
E por já ter perdido tanto sangue,
Agora perdia o que lhe restava de água também.
Lagrimas de solidão, de desamparo.
De ver aos pés da cruz sua mãe e não poder consolá-la.
Pois em meio há tantos choros da multidão,
O dela lhe aguçava aos ouvidos
E lhe partia ainda mais o coração.
Perdia a vida por amar.
E provou ainda mais,
Concluindo a prova deste amor,
Quando ressuscitou como havia dito.
Que tanto amor!
Que tão grande amor!

Heloisapoetisa

3 comentários sobre “Poema – Poetisa Heloisapoetisa

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