Poema : Poetisa Patricia Campos

Perdeu a memória

Diante a luz
Refletiu o espelho
Aurora vinda do Sul
Pulsava em tom vermelho
Do pó surgia o desejo
O poder da manifestação
Uma orquestra por um intento
A alma e a transposição
Tudo em conformidade
Harmonia e afinação
Majestosa complexidade
Mas quem convidou a ilusão?

Veio espelhar seus enganos
Mudando a direção
Descarrilhou todo o plano
E o espelho perdeu a razão
Afogou-se diante o medo,
Não conseguiu refletir-se
Anomalia por seu feito
Distúrbios veio sentir

Perdeu-se
À ponto de esquecer-se
Corrompeu seus interesses
Defeito causado na mente

Mesmo com tantos poderes
Não soube administrá-los
Escureceu seus deveres
Os direitos quis apossá-los

Trazendo-lhe transtornos
Repentina tribulação
Refletiu-se em escombros
Perdeu de vista a orientação
Estado mantido
Cárcere privado
Um fugitivo
Do seu próprio lado

Indestrutível será
Não terá como contar
O tempo subsistirá
Uma eternidade não apagará
Dentre choque
Ou hipnose
Memória perdida em toque
Doença que leva a morte

Mesmo depois, permanece
Conscientizou, esquece
O mal para o bem só reverte
Se o amor no interno floresce

Patricia Campos

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