Poema : Poetisa Patricia Campos

Segredos no inconsciente

Não sabia nada
Mesmo assim caminhava
Como quem nada nada
Afoga, nada alinhava

Era preciso compreender
A mim mesma, minha volta, meu interno
De fato desprender
Sair desta estação de inverno eterno

Meu mar espelhava a lua
Em uma noite sem estrela
Quiçá minha maré evolua
E ao céu minha alma se atrela

Trazendo-me cores vivas
Limpando os meus escombros
Eliminando questões evasivas
Tirando peso dos meus ombros

Já expus minhas dores
Meus espinhos
Dentre espectadores
Ao longo dos meus caminhos

Fui, voltei
Diversos atalhos entrei
Em nenhum lugar cheguei

Reconheci meu erro
Me reconheci
Não é assim que encerro
Por isto amanheci

Ainda há muito a caminhar
A exterminar, a morrer, a matar
Não irei descansar
Vou continuar

Mesmo assim
Vez em quando vem um refresco
A voz que diga-me sim
Na tez um vento fresco

O superficial é visível
O consciente espelhado
A intenção é vidro
Quando quebra fica aos pedaços

Mas no inconsciente há segredos
Que precisam ser desvendados
A verdade não é brinquedo
Afeta os olhos vendados

Mas podemos ser fortes
Enfrentar toda e qualquer tempestade
Cicatrizar nossos cortes
Derrotar a má potestade

Patricia Campos 🌺

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