Poema : Poetisa Patricia Campos

Reverbere-se

Trata-se de acender-se
Até tornar-se luz eterna
Candeia luminescente
Muito longe desta Terra

Ver-se estrela
Em borbulhas candentes
De uma pequena centelha
À fulgor infinitamente
Transparecer clarão
Acender toda a treva
Iluminar o coração
Ser principal artéria
Levando vida aos imos
Oxigênio que reverbera
Mostrar que não é impossível
Sentir paz enquanto há guerra

Ser luz
Por onde passar
Igualada a raiz de alcaçuz
Doce à quem lumiar

Até em silêncio ser lume
E mesmo assim ecoar
Quem dera os vaga-lumes
Pudessem essa luz alcançar
Ter amor
Ser amor
Brotar feito flor
Ser tocado pelo beija-flor

Resplandecência inerente
Fulguração cintilante
O brilhar de um valente
O faz ser diamante

Cujo esplendor é próprio
Uma fulgência constante
Da qual toma-se posse
Tornando-o radiante

Reverbere-se ó alma
Sinta o tilintar da sabedoria
Ela vem com o som das águas
Invadindo-o com as ondas da alegria

Patricia Campos

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