Conto : Poetisa Clarisse da Costa

Confissões Sacanas de Emily:
A flor da pele

A flor da pele

Meu corpo não é mais o de menina. Os impulsos e desejos são a flor da pele. Muitas coisas mudaram. Eu mudei. Não espero. Eu busco. A minha impulsividade é mais forte que o cheiro do sexo.
Como assim cheiro de sexo? – Você deve está se perguntando. Vou lhe explicar. Primeiro que sexo tem cheiro sim. Mudanças no corpo vão acontecendo na hora do ato sexual e nesse período cada pessoa solta para fora o seu cheiro conhecido por feromônio. Obviamente que existe vários tipos de feromônios, mas como estou falando de sexo me refiro aos feromônios sexuais. A mulher tem o seu próprio cheiro chamado harmona.
E se tratando de sexo meu corpo dá todos os sinais. Mas eu quero bem mais que isso. Patrick entra, toma para si todos os meus extintos e vai embora. Quero propor dessa vez que ele fique, mas para sempre.
Quero sentir o seu cheiro pela casa toda. Ver aquele homem descendo as escadas pela manhã de cueca. Quero servir o seu café usando aquela camisola vermelha que ele tanto adora e tomar um banho gostoso com ele. Depois a gente poderia assistir Crepúsculo, 50 tons de cinza e o filme Todos os tons do prazer. Se ele quiser, dá até para a gente ver a série completa de Emanuelle. Muito excitante!
A nossa vida pode ser um “Cine Privê”.

Emily

(Reta final)

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