Poema : Poetisa Maria de Lourdes da Costa

A ÚLTIMA NOITE….

O Sol adentra ao quarto,
Pela fenda da janela.
Toca meu corpo semi-nu, ainda cama,
Tira minha roupa,
Arranca minha camisola,
Me desnuda;
Despi-me, dos meus sonhos
Me desperta…
Rouba meu sono.
Me faz lembrar você,
O teu sorriso,
Tua fala mansa,
Fecho os olhos,
Vejo o brilho do teu olhar,
Duas safiras azuis da cor da água do mar.
Onde em dias de calmaria naveguei,
Ancorei meu veleiro,
Fiz teu corpo,
Meu porto seguro.
Sinto teus lábios,
Quero teus beijos.
A tua boca quente me buscando;
Tua língua serpenteando meu corpo.
Me enlouqueço,
Viro na cama,
Chamo pelo teu nome,
Passo a mão e não te encontro.
Apenas lençóis amassados, suados, desalinhados pelos meus sonhos.
Sinto saudade,
Uma dor enorme,
O coração quase salta pela boca.
Uma lágrima pinga dos olhos;
Desce quente no rosto,
Aumentando minha dor. A minha saudade.
Lembro que disse estar me amando pela última vez.
Era a noite da despedida.
A noite do adeus.
Teria encontrado conforto em outros braços
Então lhe disse não prendo ninguém.
Se quer amar, me ames, com todo teu coração.
Com intensidade.
Não quero ninguém a força.
A porta da gaiola está aberta…
Vá se agasalhar em outro ninho.
Se arrepender,
Não volte mais.
Estarei ocupada no calor dos meus sonhos.

María de Lourdes da Costa
Aroma, Sabores & Amores
Dourados/MD, 27/04/2021-18:00 hs.
DAR. Lei 9610/98

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