Poema : Poetisa Patricia Campos

Do outro lado do infinito

Limitamo-nos ao pó que é espalhado
Laços que impede-nos ampliar a visão
E tudo o que fica espelhado
É o mar da eterna ilusão

É permitido aos olhos enxergar o céu
E o anoitecer reflete a lua
Luz difusa escondida pelo véu
Luz estelar deixa minha alma nua

Imagino como deve ser
Do outro lado do infinito
O azul marinho dorme e vem o amanhecer
Acorda o azul celeste entre nuvens num céu tão limpo

E o olhar continua intacto
Rastejante pelo chão em secura
Quiçá encontre esta alma um cácto
Neste deserto de miragens e loucuras

Há um abismo entre este lado mortal
E o outro lado do infinito
O medo da descoberta destila o abissal
A escuridão apaga o que é colorido

Mas a vida traz cor
E só com ela podemos colorir
Tons vibrantes desabrocham flor
Até que nosso campo vasto venha florir

É impressionante
O transportar da consciência
E também mui confortante
Saber que há a nós as reticências

A continuidade
Que faz atravessar o abismo
Adentrando com a vida à eternidade
Fazendo-se no infinito um algarismo

Mais um
Que completa o corpo supremo
Nada comum
Diante a tantos milhares de espelhos

Que tornaram-se breu
Refletindo o nada que adquiriram
Que nem em si mesmo creu
Muito menos se descobriram

É preciso desbravar
Destravar suas dores e amores
Até que em alma venha tornar
E do outro lado do infinito desenha-se em aquarela com mil cores

Patricia Campos 🌺

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