Poema – Poetisa Célia Casagrande ‘A Guerreira”

SEM BEIJOS, SEM LEMBRANÇAS

Depois te tanto sonhar
Com seus beijos, seus abraços
Depois te tanto esperar
Tive que acordar
Já não existe mais laço

Meu coração em pedaços
Ainda chora de dor
Impossível segurar
As lágrimas a rolar
Imploram por seu amor

Sem beijo nas despedidas
Sem abraço nos encontros
Meu peito despedaçado
E as lembranças do passado
Se transformou em prantos

Sem beijos, sem novas lembranças
Um motivo a menos pra chorar
Ou talvez será um a mais
Seus beijos era a paz
Que eu queria encontrar

Sem seus beijos, sem seus abraços
Vou seguindo meu caminho
De ti, sempre lembrarei
Sei que também chorarei
Ao lembrar de seus carinhos

Célia Casagrande

Poema – Poeta Manoel Câmara membro fundador da AMCAL

CURA IMPOSSÍVEL

Eu preciso curar essa saudade
que ficou pendurada no guarda-roupa
Nos sapatos na água que escorre da torneira nos passos perdidos no quintal
nas flores plantadas no Jardim

eu preciso curar esta saudade
dos beijos dos abraços desejados e negados
Que ficaram embrulhados na lembrança

eu preciso curar esta saudade
da chuva dos retratos do Sol do mergulho na praia
dos sorrisos das caminhadas despreocupadas nas rua da Consolação

eu preciso curar essa saudade do jogo de bilhar da Bola de gude do passeio no parque de teus cabelos em  desalinho e tua roupa branca suja de lama no passeio de  domingo

eu preciso curar esta saudade
Mas saudade não tem cura nem descura .

Manoel Santana Câmara Alves
Membro da AMCAL
23 de Janeiro 2021 às 20:29 hs

Poema- Poeta Moçambicano Efrem da Regina

É HOJE

É hoje que irei me decompor
Para de meus traços te recompor
De seguida tu me reencontrares
E daí bem de nós tu cuidares.

Fazer te mergulhar as salivas
Despir para ti, os meu bocejos
Dar te meu mundo só de maravilhas.

É hoje, que declaro o final do fim
Final do fim do teu sorfimento
Não terás mais choro nem lamento.

É hoje que vou compor te a felicidade
Chegar na Lisboa conhecer a liberdade
A liberdade de me ter hoje, é hoje.

Efrem DA REGINA
Tete, Moçambique