Décima : Poeta Plácido Amaral

UMA DÉCIMA EM DECASSÍLABOS:

A poesia, uma glória nordestina,
Destacada hoje aqui no meu papel,
Documenta o seu tempo num painel
Ao mostrar que viver é disciplina;
O passado ela sempre descortina
E o presente faz dela uma parceira,
Do futuro se diz que é mensageira
Sem sequer perceber ele chegar,
O Cordel é seu verso popular
E o Repente, a canção mais verdadeira.

PLÁCIDO AMARAL

Poema : Poeta Israel Batista

CASSIANO IN MEMORIAN

Nossa PRIMAVERA agora
As flores irão murchar
A LUA EU triste estamos
Pois o nosso rei do soul music
Partiu para sua última viagem
Vai encontrar seus VELHOS CAMARADAS
Tim Maia e os outros
Seus sucessos serão eternos
COLEÇÃO de sucessos você fez
Agora em nossas saudades
Continuaremos a cantarolar.
Cassiano, uma eterna saudade,
E a música brasileira ficando
A cada dia mais pobre.

Israel Batista

Os nomes em graúdo são nomes de canções dele.

Microconto

Microconto

Estava próximo o dia das mães, mas ela não pensava em receber presentes. O que mais desejava era ficar em paz em casa, com sua filha, e poder estarem com saúde. A situação não estava fácil e com essa pandemia ficava difícil pensar em outras coisas a não ser resguardar – se para proteger – se e a família. Mesmo assim iria fazer o melhor que pudesse pra ter um bom dia das mães.

Alan Rubens

Poema : Poetisas Silvania M. Kaminski e Maria de Lourdes da Costa

Dueto de Outono
Poetisas: Silvania M. Kaminski e Maria De Lourdes Da Costa.
3° postagem.

O SONHO AINDA NÃO ACABOU!

Durante anos sonhei,
Te procurei nas primaveras,
No perfume das flores,
Pintei teus olhos,
Teus cabelos,
Com as minhas cores…
Te procurei no verão,
Até senti teu calor,
Toquei tua pele,
Teu suor…
Se fez outono
E eu ainda a sonhar…
As folhas caíram,
O céu desbotou,
Você não voltou…
Mas,
Mesmo que o inverno chegue,
Que as lágrimas
Molhem meu rosto,
Que o frio congele
Meu coração,
Mesmo assim, irei te esperar,
Porque o sonho ainda não acabou…
Em mim,
Você sempre irá morar!
( Silvania M. Kaminski )

Sou cigano…
Andarilho do destino,
Pássaro ferido,
Ave desgarrada do seu bando.
Sou errante,
Pousei em outro ninho,
Na armadilha que construi,
Nas árvores nas beiras dos caminhos,
Mas, nunca te esqueci,
Não saiu dos meus pensamentos…
Um só segundo,
Muito menos do meu coração.
Sempre te amei em silêncio.
Procurava saber de você,
Por onde andava,
Pedia informação,
Queria saber se era feliz.
Te via de longe,
Sem aproximar.
A vontade de te abraçar era grande,
Me apertava em dores,
Em remorsos.
Nas primaveras te encontrava nas flores,
No canto dos pássaros,
Ouvia tua doce voz,
Nas flores em suas pétalas sentia teu perfume,
Via teu rosto…
Nas nuvens via a tua tela,
O teu retrato pintado por mim.,
Teus olhos duas estrelas que acendia meu coração,
Iluminava meu caminho,
A luz do meu viver.
A esperança da minha vida.
A noite você me aquecia em sonhos,
Me abraçava, afugentava meus medos,
Teus longos cabelos a encharpe que aquecia meu pescoço.
No inverno você era o meu verão,
Aquecia o meu coração,
Com tuas lembranças.
Despia as emoções,
Sentia o teu toque,
As tuas mãos,
Os teus suor.
Imaginando o teu corpo nú…
Me seduzindo.
Quantas noites de frio,
Senti solidão,
As lágrimas banharam meu rosto.
Senti a dor da perda,
Do erro,
Da troca errada…
O outono voltou outra vez.
Senti o vento forte tocar meu rosto,
Balançar o meu corpo,
Vi as folhas caindo,
Forrando o chão.
Percebi que ainda é tempo de consertar erro do passado.
Te pedir perdão,
Poder te ver de perto,
Abrir meu coração.
Poder tocar novamente nas tuas mãos,
Meus lábios tocar aos teus,
Provar novamente dos beijos.
Te amar por inteira.
Já perdi tempo demais.
Te esperei longos anos,
Estou regressado para teu colo,
Para o calor dos teus braços.
Deixe-me,…
Aninhar com segurança no teu coração.
Te amar outra vez.
Como fosse a primeira vez,
Como nunca te amei antes.
O SONHO AINDA NAO ACABOU…

Maria de Lourdes da Costa
O8/05/2021-05:00 hs.

Poema : Poetisa Clarisse da Costa

Êxtase

Lembrei dos nossos corpos
Nus,
Aquela visão sublime
Me deu a sensação
De pertencer a você
Muito antes dessa entrega.

Respiramos o mesmo ar…
Sentimos o mesmo frisson…
A minha pele suada
Molhava a sua.
Tinha o seu perfume
No meu corpo.

Deitei na cama
E me tocando
Senti tudo em mim
Chamando por você.
Eu queria, só mais esta noite,
Ouvir seus gemidos,
Enquanto sentimos o prazer
Dos nossos corpos em êxtase.

Emily Dias

Poema : Poetisa Patricia Campos

Ultrapassar nosso próprio abismo

Eu, espelho ambulante
Reflexo da agonia enrustida
Fazia da ilusão calmante
Amenizando a dor da partida

A perspectiva
Já havia ido embora
Minha alma altiva
Ensoberbecida outrora

O pó é assim
Julga-se mais
Mesmo sabendo que há de ter fim
Perde-se da pureza do cais

Difícil encontrar-se nos escombros da pretensão
Aceitar que o eu areia é efêmero
Andar na busca da transformação
Mudar de tribo, renovar seu gênero

Então persiste em algo sem futuro
Não é só o medo que o faz covarde
É achar que andar em cima do muro
É natural, todo mundo anda, faz parte

Como se isto fosse dar certo
E não desse com a cara no nada
Em cordéis invisíveis os pés no incerto
O equilibrista reflete a face alienada

E o tolo é enlaçado pelo engano
Não colocando-se na estrada da vida
Talvez por ser um medíocre ufano
Sente-se auto-suficiente e não atina

Há um caminho no imo
Que precisamos atravessar
Ultrapassar nosso próprio abismo
E a alma portal transportar

Cada um em sua estrada
Tirando as pedras que nos impedem
Cada passo é um degrau na jornada
Entre tempestades que sucedem

Há de sermos firmes
Permearemos como os raios
E então seremos livres
Como pássaros nos ares

Patricia Campos 🌺