Poema – Poetisa Nilde Serejo “A Pacienciosa”

À Flor da Pele

A chuva cai lá fora e molha
Meus pensamentos
Como se fosse possível
Umedecer a saudade
O vento forte que passa ligeiro
Nem se importa comigo
Caída aos pedaços fica a rosa branca
Todo meu corpo se vira do avesso
Busca constante do meu lado direito
Olho no espelho
Conto o tempo pelas linhas de expressão
E sorrio com a jovialidade que trago no coração
Nada mudou
Sofreu apenas alteração
O tempo escreve minha história à flor da pele
E desenha no meu peito todo meu orgulho
De ter o que lembrar, poder sorrir e chorar
Pior é o vazio e não ter histórias para contar.

Nilde Serejo

Poema – Poetisa Célia Casagrande “A Guerreira”

VIVA ENQUANTO HÁ VIDA

Ouviu-se uma voz tão leve
Chamando-o pra passear
Era a voz do tempo
Mas, ele não tinha nem mesmo tempo pra olhar.
Ouviu-se a voz do mundo
Convidando-o pra viver
Mas ele estava no mundo
E não tinha tempo pra ver.
Ouviu-se a voz do vento
Chamando-o para cantar,
Mas a voz, se perdeu no próprio vento,
E ele mal pode escutar.
Ouviu-se a voz do sol
Chamando-o para despertar,
Mas ele estava com pressa,
Tinha que ir, antes mesmo do sol esquentar.
Ouviu-se a voz da noite
Para mostrar-lhes o luar,
Mas a noite já caia
Era hora de descansar.
Ouviu-se a voz das estrelas
Que ansiosas, esperava o anoitecer
Mas seu brilho ofuscou-se
Depois de ele, adormecer.
Ouviu-se então, a voz da vida
Bem longe, cada vez mais distante
Mas ele, já não tinha mais vida
E nem mais um só instante.

Célia Casagrande

Poema – Poetisa Rita Santarém “A Romântica”

A mulher que encanta

Esse seu jeito de menina
Essa postura de mulher
Me encanta e fascina
Vem fazer de mim o que quiser.

Mexe com meus instintos
Eu me sinto perdido
Amor livre ou proibido.

Vem depressa me amar
Essa menina tão louca
Me leva ao céu quando me toca e me beija com essa boca de mel.

Me provoca e foge
Finge que não quer, mas sei que queres que eu te faça ser só minha mulher.

Rita Santarém

Poema – Poetisa Maria Gorete Casagrande “A Abençoada”

………….. “Música” ………..

Ó música que me embala e da asas aos meus sonhos
Ó música que me faz feliz me faz voar
Música que me faz andar por aí tão risonho
E que nas dificuldades
me fazem continuar
Também já me fez
chorar por sentir saudade
Daquele alguém que foi para não mais voltar.

Música te usei pra fazer serenata
Para aquela pessoa ingrata que quis me abandonar
Música que dancei
com ele feliz da vida
Naquele dia que sonhamos que íamos casar
E hoje a música é
a minha companheira
Porque a música e a saudade
ocuparam seu lugar.

Suspiro me lembrando
A música que tu gostava
Vejo em pensamentos
Comigo a bailar.
Suspiro dói no peito lágrimas, escorre em meu rosto.
E molho o travesseiro
quando eu vou deitar.
que a música não me falte
Pois ela é o remédio.
Que me alivia angústia, por tanto te amar!

Maria Gorete C.Souza.

Poema – Poetisa Lenice Ferreira

DE REPENTE NÃO MAIS QUE DE REPENTE

O amor é uma busca incessante
a vida nos apresenta algo que chamamos de amor
pensamos que é a felicidade
E que ele realmente chegou
lutamos contra os defeitos
os preconceitos
e no final descobrimos
a solidão…
a decepção…
Nossa! Não era chegada a hora
E tantas buscas sem êxito
Em vão…
A vida passa e pensamos que jamais seremos felizes
E de repente ele surge do inesperado
simplesmente se instala no seu peito
dessa vez não há defeito
porque no amor
tudo se torna perfeito…

Lenice Ferreira