Poema : Poetisa Marilda Sampronha “A Diva da Poesia”

Por quê?

Por que te procurar tão distante
Se em meu pensar estás junto a mim?
Se te quero em qualquer instante
Minha procura já chegou ao fim.

Por que te buscar em campos floridos
Se em meu jardim te plantei?
Tu és meu cravo preferido
E sabes que pra sempre te amarei.

Por que entre as estrelas preciso te ver
Se moras no céu de minha poesia?
Estás no universo do meu benquerer
És a saudade que me faz companhia.

Por que vou te procurar na lua
Se lá não vou te encontrar?
Encontro-te quando sou tua
No meu adormecer quando estou a sonhar.

Marilda Sampronha
Direitos Reservados

Crônica : Professor Zé Carlos

CENAS DO COTIDIANO XLX
(… e lá vêm se insinuando as eleições; e todo cuidado é pouco)

Com "o carná" dominando o cenário, "muitas e muitas news" inundaram "o meu celula", a alimentar as CENAS DO COTIDIANO, que foram ficando um pouco de lado. São tantas as notícias, que, se for tratar "do momo", ficarei a falar até o início do novo ano. E, ainda, não acaba! "São notícias pra mais de metro! Não é mole, não! Vô matraqueá elas, a conta gôtas". E, "pra não perder o fio da meada", vou entrar, de verdade, no clima da guerra - famigerada eleição, que já se insinua, como um meteorito. Mas, no momento, só devemos nos preocupar, "um pôquinho, com algumas recomendaçõezinhas!"

  • MANUAL DO ELEITOR “as conversas moles”, já, já, vão começar; cuidado, são um passo para a mortal armadilha, que, depois, não se conseguirá reverter as promessas, quanto mais mirabolantes e surreais, nos dão a certeza de que há algo falacioso a rondar o nosso sufrágio o abraço, em tempo de eleição, é mais veloz que o Flash Gordon, para não se gripar nem se contaminar “com ziquizira alguma” as lágrimas de crocodilo e os efusivos abraços se anunciam e fazem parte das caricatas cenas, na preparação dos próximos capítulos comer torresminho, com cara de paisagem, “em pratinho de prástico”; tomar pinga, “em copo incardido”, enganando o santo e o dono da casa; “engoli um cafezinho, em isgulepe terrina”; e tirar fotinha com criancinha, “como uma istauta”, provocam indigestão e banho de álcool, na penumbra do fumê da Hilux se o apertado aperto de mão prometer dúvida, esconda a tua mão no bolso; assim, não correrás risco de achar que és alguma consideração e te livrarás de tentação qualquer aparecer, por aparecer, na TV, não é, nunca foi nem será garantia de bom produto; de repente, pode ser que haja vícios irrecuperáveis a amizade, só no período eleitoral, instantânea, não existe nem persiste. Amizade é construída com simpatia e convivência o sorriso, de faz de conta, faz mal à saúde; afinal de contas, “pode não estar sorrindo m_r_a nenhuma” o elogio, sem motivo, “pode dar dor de barriga”; e o hospital, certamente, estará fechado ou desfalcado de medicamentos os filhos de peixe nem sempre peixinhos são. Pode ser que, por umas vocaçãozinhas pecuniárias, famintas e cruéis, sejam gerados um tubarãozões não recebas R$ 50,00, com a sensação de que estás em vantagem no jogo eleitoral. Com certeza, o hospital da tua cidade não terá um centímetro de gaze nem um chumaço de algodão, quando precisares dos primeiros socorros não aceitas um engradado de cerveja, como uma bênção política. Depois, ele precisará ser pago; e, aí, ficarás a ver só o avião passando por cima da tua cabeça dança o teu reggae, sem selo político. Se quiseres dançar, dance muito, mas dance no teu ritmo, nas ondas da FM não vás a show de forró, axé, sertanejo, funk ou outro embalo qualquer, achando que são gratuitos. Uma hora a conta chega, e a população do teu município não será vista, ouvida, escutada, considerada o título de eleitor é uma arma poderosíssima, que vale mais na consciência do que na mão o voto é secreto, protegido por lei. Não és obrigado a revelar a ninguém o teu, inclusive, aos institutos de pesquisa divulgação de pesquisa não pode nem deve ser considerada resultado oficial de eleição. Afinal, tenho 45 anos como eleitor, e nunquinha fui ouvido, muito menos, encontrado “por um pesquisador eleitoral” fica esperto. Quem amanhece em um partido, almoça em outro, dorme em outro outro, sonha em outro outro outro, não sabe o que é fidelidade aos princípios partidários. Agora, imagina contigo e, de verdade, procura te ama, para poder amar a tua cidade e a tua gente
  • MANUAL DO CANDIDATO Parágrafo único: o eleitor é como massa de pão, que muito e muito apanha e que, contra toda a lógica, sempre esquece!
  • Zé Carlos Gonçalves