Crônica – Professor Jorge Passinho

Era 31 de Março de 1964

Num dia igual a esse, mas de 1964, o Brasil foi atingindo por um meteoro de destruição mental.
Uma arma letal, de longo alcance, que amordaça, açoita e mata.
Ainda vai levar muito tempo para curar as mazelas radioativas deixadas nas algemas tatuadas nas nossas lembranças, nas nossas almas penadas que ainda assombram nossos dias, como a rosa que feriu Zé, almas perdidas, abandonas, acreditando que a vida pode se resumir num festival. Seguimos caminhando e cantando, mas sem saber quem somos e sem saber onde quer chegar. A fome continua marchando, com olhos famintos, mas com a esperança de fazer da flor, seu mais forte refrão.
Esse isótopo radioativo espalhou medo, terror e ignorância pelos campos e agora ninguém sabe mais a hora de fazer e acontecer.

Jorge Passinho

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